Técnica de enfermagem que confessou ter ocultado corpo em geladeira tem a liberdade concedida
A técnica de enfermagem de 37 anos, teve a liberdade provisória concedida pela Justiça. As informações são de que ela deve deixar o Presídio Feminino onde estava custodiada, em Nossa Senhora do Socorro, nesta segunda-feira (19).
“Ela não tem necessidade de estar presa, porque ela não causa risco à sociedade. Ela é ré primária e não vai causar dano ao processo”, disse a advogada Katiuscia Barbosa, responsável pela defesa da técnica.
Ela confessou no dia 20 de setembro de 2023, de ter escondido o corpo do companheiro dentro da geladeira em um apartamento em Aracaju.
O corpo encontrado era de um advogado e jornalista gaúcho e foi descoberto durante uma ordem de despejo de um apartamento em Aracaju.
Ela estava em uma unidade de custódia psiquiátrica em Aracaju desde a descoberta, mas, no último dia 2 de fevereiro, foi levada para a unidade prisional, após um parecer médico apontar que a mulher estava com a saúde mental estável e a Justiça determinar a transferência.
Entenda o caso
Um corpo em estado de decomposição foi encontrado na tarde do dia, 20, dentro de uma mala que estava em uma geladeira de um apartamento na rua Leonel Curvelo, no bairro Suíssa, em Aracaju. O corpo foi encontrado por oficiais de justiça durante cumprimento de uma ordem de despejo.
O corpo encontrado era de Celso Adão Portella era advogado e jornalista, natural de Ijuí, no Norte do Rio Grande do Sul, mas construiu a vida em Porto Alegre (RS). Ele deixou o estado em 2001, quando a mãe morreu, foi para o Espírito Santo e familiares perderam contato. Celso é um de 12 irmãos e deixou quatro filhos no estado.
A técnica de enfermagem foi presa por ocultação de cadáver e maus-tratos contra a filha dela, de quatro anos, que residia no imóvel onde o corpo foi encontrado. Além do corpo no local, o apartamento estava sujo, com lixo entulhado e objetos espalhados. Para a polícia, a situação era insalubre para a criança, que está em acompanhamento do Conselho Tutelar e foi encaminhada para a família materna.
Em depoimento à Polícia Civil, ela informou que a vítima teria morrido em 2016, mas negou ter cometido o homicídio.
Foto Reprodução/Jairo Júnior/arquivo
