Conselho de Medicina realiza interdição ética no Hospital de Lagarto
O Conselho Regional de Medicina do Sergipe (Cremese) realizou, nesta quinta-feira, 15, a interdição ética profissional de algumas áreas de atendimento do Hospital Universitário de Lagarto.
Segundo o Cremese, a decisão foi baseada na última vistoria realizada na unidade em setembro deste ano. A autarquia também informou que instaurou o procedimento com objetivo de que os responsáveis tomassem medidas para sanar as falhas nas escalas médicas das especialidades de clínica médica, anestesiologia e pediatria.
Contudo, o Conselho argumenta que não houve êxito. Sendo resolvido, temporariamente, apenas os desfalques relacionados à escala dos anestesistas.
O Cremese também afirmou que os problemas gerados pela falta de médicos já foram levados à justiça. No mês de fevereiro, uma ação foi ajuizada a fim de resolver de forma definitiva os desfalques nas escalas médicas das especialidades citadas.
“Tais problemas têm inviabilizado o exercício da Medicina no Regional, colocando sob risco ético os médicos e demais profissionais de saúde que lá trabalham, além de expor os pacientes a riscos pelas limitações que envolvem a assistência”, alega o Cremese.
Com a interdição ética dos serviços objeto do indicativo fica proibida a prática médica dessas especialidades.
A notificação foi enviada ao Diretor Técnico da unidade de saúde, ao Ministério Público Federal (MPF), ao Ministério Público Estadual (MPE), à Secretaria de Estado da Saúde (SES), ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e ao juiz federal da Vara em que tramita a ação.
“Vale frisar, que o Conselho de Medicina, enquanto órgão supervisor da ética médica, tem a missão de zelar e trabalhar por todos os meios ao seu alcance para garantir o perfeito desempenho da atividade. Assim, tem entre as suas prerrogativas legais promover a interdição ética de serviço onde é prestada a assistência médica”, afirmou por fim o Conselho.
