POLÍCIA CIVIL E MP APURAM DENÚNCIA DE FRAUDE EM CONCURSO DA PM/AL
Segundo relatos de alguns candidatos inscritos, as respostas foram vendidas ao preço de R$ 10 mil
O promotor Jamil Barbosa informou à Gazeta que já está em processo de investigação outras demandas envolvendo o mais recente concurso da PM. Elas dizem respeito a taxa de pagamento das inscrições e outras situações do âmbito cível. “Agora, como se trata de uma denúncia de que houve fraude, na compra de gabaritos, o Ministério Público vai investigar se, de fato, houve crime e quem podem ser os envolvidos. Caso seja confirmada a prática, o processo retorna à Fazenda Pública Estadual, de onde poderemos nos posicionar, inclusive, sobre pedido de anulação, como está sendo cogitado”. Além da suspeita da venda do gabarito, os candidatos que cumpriram todas as exigências e estariam em conformidade com o edital denunciam que uma grande quantidade de inscritos foi aprovada, mas, sequer, completou o Ensino Fundamental. Segundo relatos de alguns inscritos, as respostas foram vendidas ao preço de R$ 10 mil. O pagamento incluía R$ 40 mil, a serem parcelados quando o policial estivesse formado. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) determinaram investigações e prometeram eliminar os candidatos envolvidos em possíveis fraudes.
INQUÉRITO
A Polícia Civil de Alagoas informou, na tarde de ontem, que vai abrir um inquérito para apurar as denúncias de compra de gabarito na prova do concurso público da PM/AL. Para dar início ao processo de investigação, uma comissão com quatro delegados foi formada. Além disso, agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e da Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (SSP) atuarão no caso. Até o momento, segundo a polícia, uma prova e três aparelhos celulares foram apreendidos.
