Reconhecimento facial monitora mais de 150 mil pessoas no ‘Arraiá do Povo’
Tecnologia possibilita identificação de foragidos da Justiça em tempo real
O monitoramento facial, implementado como estratégia para identificação de foragidos da Justiça na área do ’Arraiá do Povo’, verificou mais de 150 mil pessoas na área do evento que aconteceu na Orla de Atalaia. A tecnologia foi implementada para potencializar a atuação operacional que já é ampliada com o uso das câmeras na região da orla. A tecnologia permite a verificação em tempo real de pessoas que possuem mandados de prisão em aberto já nos acessos a uma das principais festividades juninas de Sergipe.
O objetivo maior foi o de evitar a prática de crimes na área do ‘Arraiá do Povo’, conforme o major Daniel Couto, diretor do Ciosp. “Operacionalizadas por prestadores de serviços qualificados para a atividade, que acompanham tudo o que acontece e é flagrado através dessas câmeras. Esses equipamentos servem tanto para prevenir, quanto para reprimir o crime. A prevenção ocorre quando o infrator não comete o crime ao perceber a presença da câmera. Na repressão, acionamos as equipes da Polícia MIlitar”, iniciou.
Em conjunto ao videomonitoramento já feito pelo Ciosp, a Segurança Pública também implementou o reconhecimento facial. “Nos festejos juninos, o Ciosp disponibilizou algumas câmeras para o reconhecimento facial no entorno do ‘Arraiá do Povo’, o que está contribuindo para dar uma maior sensação de segurança aos sergipanos e aos turistas. Além das nossas câmeras que estão no entorno da Orla de Atalaia, algumas estão em setores estratégicos, dentre elas as de reconhecimento facial”, complementou o major.
Segundo o diretor da Divisão de Tecnologia Informação (DTI), Carlos Vinícius, a SSP vem dando continuidade ao trabalho tecnológico que já foi utilizado em outros grandes eventos em Sergipe. “A gente tem trabalhado em parceria com a Secretaria da Justiça (Sejuc) com a disponibilização de base de dados. A partir do momento em que há uma assertividade de 95%, acionamos a equipe policial, que faz a verificação se há realmente um mandado de prisão em aberto”, destacou.
Conforme o diretor da empresa de monitoramento facial, já é fruto de parceria com a Secretaria da Segurança Pública. “Mais uma vez a gente vem auxiliar na tentativa de diminuição de casos que venham a prejudicar a população. São câmeras com padrões analíticos embarcados que, juntamente com banco de dados de pessoas procuradas pela polícia, identificamos rapidamente para que a polícia possa intervir para deixar a festa ainda mais tranquila”, reforçou.
“Temos um grande monitoramento de faces e um banco de dados de qualidade para que auxilie a polícia nessas ações e prisões que possam vir a ocorrer. A tecnologia já vem sendo utilizada, como em eventos do Pré-Caju e de Réveillon. Com um banco de dados bem instaurado, nós conseguimos fazer essa tecnologia funcionar da maneira para qual foi projetada”, acrescentou o diretor da empresa, Enzo Martins, ao reforçar que a tecnologia concede maior efetividade ao trabalho policial.
